text-align: center;

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

[MINHA RESENHA] The Walking Dead: A Queda do Governador (Parte 2) - Robert Kirkman & Jay Bonansinga

The Walking Dead: A Queda do Governador (Parte 2)
Kirkman, Robert & Bonansinga, Jay
Editora Galera Record, 2014




E finalmente, depois de um pouco tempo de espera, a saga de Brian Blake baseada na aclamada série televisiva The Walking Dead chega ao fim. De uma forma lamentável, os livros de Kirkman e Bonansinga podem estar dando início a uma nova fase na literatura, seguindo as tristes tendências capitalistas e marketeiras que o cinema já está praticando: dividir o final em partes. Mas enfim, há quem se agrade com essas coisas.
Lançado em 2014 pela Editora Record, poucos meses após o lançamento de seu antecessor, a Parte 1, buscava restabelecer a marca The Walking Dead como uma referência, após o fracasso quase total que teve na área literária, principalmente com O Caminho Para Woodbury e com o próprio Queda do Governador (Parte 1). A saga falha em vários fatores, principalmente na enrolação, falta de objetividade e um desvínculo com o popular contexto e cenário criado pela série da AMC, criando uma enorme distância entre o público. Mesmo com as aparições superficiais (mas não menos importantes) de Rick, Michonne e Glenn nos últimos momentos de Parte 1, pareceu que o estrago já havia sido feito e que tudo indicava que fosse irreparável. 
Felizmente, Parte 2 se sobressai em vários fatores, como se fosse corretivo de seu anterior. Porém, não nos faz esquecer de todas as obras de antes e de todo o clima que já criou a quem acompanhou fielmente a saga.
Philip Blake se foi, mas Lilly Caul (a chata) continua e já foram anunciados mais 4 livros para contar o resto da história da mulher. O maior problema dos escritores é que, em sua grande maioria, não sabem quando acabar as coisas...
Woodbury já era. A cidade, que um dia já foi conhecida por ser tranquila, confortável e segura, parece finalmente ter encontrado o seu fim. A loucura e obsessão de um líder fanático levou o pequeno território de Woodbury a um dramático fim. Com o advento do apocalipse zumbi e com hordas gigantes se aproximando das estruturas da cidade, os recursos foram as primeiras coisas a acabar aos poucos. Juntamente à isso, a sanidade do Governador veio acompanhando o mesmo ritmo.
Tudo culminou com a chegada de 3 estranhos misteriosos na cidade, que vieram sem más intenções, apenas para fazer amizades e se aliarem contra a doença, a fome e a solidão. Porém, desconfiado das verdadeiras intenções dos 3, Philip Blake decide descobrir de onde eles vieram e, vendo nisso uma oportunidade de encontrar estruturas mais sólidas e mais recursos (incluindo armas), decide conspirar contra os visitantes e voltar a cidade contra os mesmos.
Para a infelicidade do Governador, ele não sabia com quem estava se metendo e acabou iniciando um conflito com enormes proporções contra eles. Philip conseguiu fazer estragos suficientes no rapaz conhecido como Rick, que parecia ser um líder, mas acabou sofrendo danos irreparáveis pelas mãos da fatal Michonne, o que mudaria completamente sua vida, sua mentalidade, suas perspectivas e as perspectivas da agora instável, Woodbury.
Deste modo, o Governador acabou entrando em um estado de coma, após ser desmembrado por Michonne, e Lilly Caul, já apoiando Philip após perceber que Woodbury era o melhor que poderia ter (principalmente para seu bebê), encontrou uma oportunidade para liderar a cidade contra os insurgentes da prisão (Rick, Michonne e Glenn) e espalhou uma ideia de vingança e honra, onde juntaria os melhores homens da cidade e atacaria o lar de seus rivais.
A história é essa. O livro inteiro trata de vários mini-conflitos entre Woodbury e a prisão. Em todos, praticamente, a turma do Governador se dá mal. Lilly, que era chata e entediante em todos os outros livros e que tinha uma mentalidade fraca e, até mesmo, covarde, assume uma postura firme e se impõe como a substituta do Governador, o que não dá certo, pois é perceptível que a personagem não tem a menor identificação com posições de liderança, além de já ser estereotipada para quem leu as obras anteriores da saga.
O clima continua o mesmo, com basicamente dois tipos de conflitos: a prisão e os zumbis. Tudo continua sendo pelo ponto de vista do Governador, de Lilly e de Woodbury, talvez sendo a coisa mais legal do livro, já que nos cria questionamentos sobre vilania, sobre a inocência de membros da cidade e sobre a influência que Philip Blake teve na mentalidade de cada um. É o que eu sempre falo sobre a série: dependendo da perspectiva, quem seria o vilão? Rick Grimes ou Philip Blake? Me questiono até hoje.
A história pareeeece que engrena a partir do momento que o Governador desperta de seu como. Galera, ele realmente tá louco nesse livro, e isso é fo** pra cara***. Vale muito à pena as partes do Philip e chega a ensaiar algo empolgante. Mas é só isso mesmo, não se anime. Philip Blake acorda com muitas sequelas mas encontra, no espírito de vingança contra a prisão e, principalmente, contra Michone, forças suficientes para lutar e enfrentar a todos, o levando a tomar atitudes loucas, desesperadas e inimagináveis.
Todo mundo sabe do fim do Governador, então não vou precisar dar spoiler. Mas A Queda do Governador - Parte 2 não engrena e cai na mesmice de seus antecessores (excluindo Ascensão) e não nos dá perspectivas de melhorias dessa série. Um fracasso total! Recomendo mesmo apenas para os fãs ou para quem já não tem mais nada pra ler.
Para o desespero de pessoas como eu, que detestaram, foram anunciados mais 4 livros, dando continuidade a história da LILLY (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). Pela primeira vez em minha vida, estou em dúvida se lerei essas continuações. Provavelmente lerei, mas com uma dor no coração.
Enfim, a saga do Governador finalmente acabou. Pude resenhar todos os livros aqui, para quem quiser saber como são os outros. Resumindo rapidamente, A Ascensão é MUITO bom (um dos melhores que já li), mas já em O Caminho Para Woodbury, perde-se o foco e, com a implementação de personagens sem nenhum carisma (excluindo Josh Lee Hamilton), o livro perde quase totalmente a graça (salvo por Philip Blake). Em A Queda do Governador - Parte 1, tudo que era ruim só piora, já que Lilly acaba se tornando a protagonista e ela é cheia de reflexões chatas e inconvenientes. Felizmente, a Michonne salva o fim do livro. Na parte 2, tá aí a resenha. Melhora um pouquinho só, apenas detalhes, mas que não empolga e torna uma obra chata, sem sal e previsível, além de repetitiva.
Leiam se quiser.

Um comentário:

  1. Então cara, o negocio é o seguinte, sou muito fã de TWD, mas só assisto a serie não vi as HQs ainda, queria que você publicasse (claro, se já você já leu as HQs) um post sobre isso, ficaria grato! Seu blog é muito bom, parabéns!

    ResponderExcluir